segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A luta da Anna

Desde que engravidei da Anna Clara nada foi fácil, como era minha quarta gravidez então eu mais viva no hospital do que em casa, fui proibida de varias coisas, como por exemplo pegar meu filho Léo que na época era pequeno, de pega-lo no colo, não podia varrer uma casa, nem ficar muito tempo de pé nem ficar muito tempo sentada, era tudo mais difícil e cansativo.
Mas apesar de todas as dificuldades eu estava muito feliz e apreensiva com a chegada do meu quarto filho, eu não acreditava que poderia ter minha tão sonhada menina então só quando ela nasceu que eu acreditei mesmo que era uma menina.
A Anna nasceu tão frágil, tão pequena, nasceu de 35 semanas, 41 cm e pesando 2500, apesar de tudo seu teste de apgar foi 9 e 10.
Mas logo começaram os percalços, minha pequena princesa estava com uma icteriacia altissima e precisa fazer fototerapia, ou seja banho de luz e em vez de ficarmos no hospital por três dias que é o normal ficamos 7 dias, e ela ficou no quarto comigo e eu que tinha que monitorar seu banho de luz seu berço especial apitava a cada dez minutos e eu passei todas as noite em claro supervisionando para ter certeza que ela estava recebendo a luz no lugar certo. Ela foi furada num total de 26 vezes para fazer e refazer exames para ver o nivel de ictericia dela. Chegou num ponto que ela foi furada em todas as partes do seu corpinho tão frágil e pequeno, eu chorava muito mas sabia que seria temporário.
E finalmente ela recebeu alta e com varias recomendações, afinal tinha que continuar o tratamento em casa. E nesse primeiro ano foi tudo tranquilo e normal. Adorava ver minha pequena magricela se desenvolver, e dançar. Ela ama dançar, eu filmava ela imitando uma bailarina, era linda e engraçada também.
E depois do seu aniversario de dois anos para ser mais exata no dia 20 de abril de 2012, ela passou mal por causa da bronquite e levei ela no ps do Hospital Cruz azul, tinhamos acabado de fazer a convenio dela e do irmão.
Ela estava com broncoespamos e sua saturação estava baixa,  ou seja estava com pouco oxigenio no sangue. foram feitos varios exames e foi constatado também que ela estava com uma anemia altissima.
E ficamos na sala de observação sem comer nem dormir porque ela estava recebendo oxigenio puro e como era pequena a mascara não segurava direito, no dia 22 continuavamos ali e o pai dela teve que comprar leite no mercado para alimentarmos nossa filha porque os medicos esqueceram de liberar a dieta para ela. Mas as enfermeiras foram uns anjos e ficaram com dó da gente e nos colocaram numa sala de observação restrita ou seja só estavamos nós e ela e tinha ainda uma cadeira que a gente, eu e o pai dela revezavamos para dormir. Nesse dia o convenio liberou para irmos para o quarto, e assim fizemos. Naquela noite fui para casa e deixei ela com o pai dela, porque eu não dormia a dois dias.
No dia 23 de abril, liguei para o pai dela no caminho e ele falou que ela estava otima e que no dia seguinte provavelmente iria receber alta, fiquei aliviada pois o convenio só liberou 24 horas de internação.
Fui para o hospital e chegando lá minha filha estava com as maõsinhas para dentro e penas esticadas e só falava : ah, ah.
Fiquei desesperada e perguntei que aconteceu para o pai dela que falou que ela ficou assim depois que ele colocou ela no chuveiro e a agua desceu gelada.
Chamei o pediatra do andar que falou para aquecer ela, aqueci muito minha filha e resolvi dar um banho quente, e mesmo assim ela não conseguia nem ficar de pé. entrei em desespero e deixei ela com o pai e fui a caça de um pediatra, e as enfermeiras me informaram que o pediatra do andar ja tinha ido embora.
Pedi outro pediatra urgente e elas falaram que iriam chamar o pediatra do ps. Esse pediatra foi um anjo que Deus colocou lá, ele subiu para nosso andar quase vinte minutos depois e examinou examinou me enchei de perguntar e pediu para a enfermeira levar minha filha para a uti, foi o momento mais desesperador da minha vida, enquanto preparam ela e corriam para o elevador , eu só perguntava o porque.
Doutor Jean falou que precisava dela na uti para realizar exames mais especificos, e quando chegamos lá, eles levaram minha pequena e me deixaram na sala de espera . Eu só sabia chorar, afinal o que poderia ter de bom numa uti.

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